Prevenção do Suicídio no Ambiente de Trabalho

Que tal conversarmos sobre um assunto atual e importante, mas que ainda é permeado de tabu social, o suicídio.

Anualmente são registrados cerca de 800.000 vítimas de suicídio no mundo, e no Brasil os índices são altos, aproximadamente  11 mil pessoas ao ano cometem suicídio, sendo a principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos, ou seja, uma morte a cada 46 minutos.

Precisamos falar do assunto em todos os ambientes, seja familiar, roda de amigos e no trabalho. Ah, mas trabalho é local de falar de trabalho…Engana-se, pois a pessoas que trabalha ao seu lado pode estar passando por problemas emocionais e estar com ideação suicida. A pessoa que pensa ou tenta tirar a própria vida,ela não está querendo se livrar da vida, mas sim do grande sofrimento a que está passando, do qual não vê saída.

Isso mesmo, quantas pessoas trabalham conosco, enfrentam situações críticas, não tem mais prazer na vida, tudo está sem sentido, e nem percebemos. Dentro da organização é necessário que se promovam conversas que falem abertamente sobre o suicídio e ambiente que incentive o diálogo, o respeito e o sentimento de pertença na equipe e na empresa, possibilitar ferramentas de apoio ao colaborador; assim como, evitar marginalização das pessoas que precisamente de apoio,  e ações educativas sobre prevenção de suicídios, conscientização no reconhecimento de seus problemas emocionais e de seus colegas de trabalho, com objetivo de apoio mútuo.

E falando de colega de trabalho, como posso saber se quem trabalha ao meu lado está com pensamentos suicidas? Os sintomas nem sempre são visíveis, muitas vezes são silenciosos. E aí , como descobrir? É preciso observar as mudanças de comportamento, como: Isolamento afetivo e sentimento de solidão; sentimento de desamparo e desesperança;  desinteresse pelas  atividades que mais gosta; autodesvalorização; condutas autodestrutivas e outras mudanças repentinas no  comportamento do colega de trabalho.

Então, observei e identifiquei um colega em sofrimento e com risco possível de suicídio, e o que fazer? Converse com o colega sobre sua percepção com respeito e acolher a sua fala sem desqualificar seu sofrimento, sem comparações e soluções prontas; incentive a pessoa a buscar ajuda profissional, se certificando de que ela  procurou por ajuda.

Através de uma escuta acolhedora, e demonstrado ao outro que o que ele fala é importante, e mais, você mostra pra pessoa que ela não está sozinha.